O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, participou, esta manhã, na cerimónia solene de comemoração na Região do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que se assinala hoje, dia 10 de Junho.

As comemorações oficiais do Dia de Portugal, estavam previstas para acontecer este ano no Funchal, e junto das comunidades portuguesas na África do Sul, mas devido à pandemia de COVID-19, foram canceladas pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

Na sequência da disponibilidade imediata manifestada pelo Presidente da Câmara Municipal do Funchal, em missiva enviada a Marcelo Rebelo de Sousa, no passado mês de março, o Presidente da República já indicou que o Funchal receberá as comemorações em 2021. Miguel Silva Gouveia referiu que “para o ano teremos no Funchal aquela que se espera ser uma celebração não só da portugalidade da nossa língua e da nossa identidade, mas também a certeza que, passado um ano, conseguimos ultrapassar esta adversidade, comemorando igualmente a vitória sobre a pandemia, a vitória da saúde pública, e a nossa perseverança enquanto povo e sociedade”.

O Presidente depositou, em nome do Município, um arranjo de flores junto do Monumento ao Emigrante Madeirense, homenageando, desta forma sentida, toda a Diáspora madeirense espalhada pelo Mundo, endereçando “um abraço a todas as comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo, que mantêm bem viva a chama da nossa insularidade, a  nossa cultura, sendo reconhecidos pela lealdade, respeito e responsabilidade, algo que caracteriza o povo português onde quer que ele esteja, e hoje, mesmo longe da nossa ilha, estão bem presentes no nosso pensamento e na nossa memória”.

O Autarca participou ainda na sessão oficial que decorreu no Palácio de São Lourenço, e salientou que a solidariedade e unidade do Estado para com as suas Regiões Autónomas, deve ser praticada internamente na Madeira, “a Região dispõe agora de mais recursos financeiros, por via de uma alteração aos limites de financiamento, e é importante que essa solidariedade chegue aos municípios, mantendo a unidade nacional também na autonomia do poder local, contribuindo para aquela que é a unicidade de tratamento, de dever e direitos dos municípios em Portugal”.

“Neste momento os municípios das regiões autónomas, nomeadamente o Funchal, é discriminado, não tendo acesso aos mesmos recursos das suas congéneres no resto do país, e refiro-me obviamente às participações nas receitas do IVA, às transferências do IRS, que continuam retidas pelo Governo Regional, e também à elaboração de contratos-programa, que permitam ao Município do Funchal e às  restantes autarquias, continuar a aprofundar as suas políticas de proximidade, que bons frutos têm dado e que serão perfeitamente fundamentais na crise social, e económica que se avizinha”, concluiu.