A Câmara Municipal do Funchal aprovou hoje, com os votos favoráveis da Coligação Confiança, a abstenção do CDS e os votos contra do PSD, a sua Prestação de Contas relativa ao ano de 2019, uma vez mais com valores de excelência, conforme assumiu o Presidente Miguel Silva Gouveia.

O autarca relembrou, na ocasião, que “quando o atual Executivo assumiu funções, a dívida da Autarquia era superior a 101 milhões de euros; no final de 2019, esta cifrou-se em cerca de 38 milhões, o que ilustra bem o longo percurso de rigor e seriedade na gestão municipal que concretizámos nos últimos anos. Hoje, a CMF é uma entidade pública com total credibilidade financeira, e isso é indissociável do facto de termos abatido quase dois terços do total da dívida que herdámos em 2013.”

Este cenário permitiu, ao mesmo tempo, um regresso às obras públicas como o Funchal há muito não via, desde que o Executivo anterior deixou a cidade na bancarrota e entregue a variados resgates financeiros. “A Prestação de Contas de 2019 é, por isso, igualmente marcada pelos 29 milhões de euros de obras que temos no terreno, dos quais 15 milhões transitam em saldo de gerência para este ano, ou seja, este é um valor afeto às obras que estão a decorrer e que dá a garantia a todos os nossos parceiros de que serão pagos a tempo e horas, ao contrário do que foi prática comum no Funchal durante anos.”

O Presidente enalteceu, a este respeito, “o facto de a Autarquia ser reconhecida, mais do que nunca, como um parceiro de confiança dos empresários do concelho: neste momento, o nosso prazo médio de pagamento a fornecedores situa-se nos 14 dias, algo que fizemos questão de reafirmar ao longo dos últimos meses, quando a crise de saúde pública se abateu sobre o comércio e serviços do Funchal, também para que os empresários pudessem pagar os salários aos seus colaboradores. Quando o atual Executivo entrou em funções, os prazos de pagamento a fornecedores estavam em 308 dias.”

A CMF fechou o ano de 2019 com resultados líquidos positivos e apresenta, neste momento, uma capacidade de endividamento de cerca de 70 milhões de euros, que o Presidente não tem dúvidas de que será “decisiva para responder à dureza dos muitos desafios que se avizinham. 2020 está a ser um ano difícil para todos nós e isso vai-se igualmente refletir nas contas da Autarquia, porque a crise de saúde pública fez aumentar os apoios sociais enquanto perdemos receitas drasticamente, e porque tivemos de encarar estas vicissitudes com um Orçamento Municipal chumbado pela completa irresponsabilidade do PSD e do CDS.”

“Aquilo que garantimos aos funchalenses é que podem continuar a contar com este Executivo para sair em seu auxílio nos momentos de dificuldade, para amparar a crise e para defender uma cidade mais justa, equitativa e inclusiva, mais próxima do que nunca dos cidadãos, com sustentabilidade financeira e investimentos estruturantes, para que esta seja uma cidade cada vez mais amiga do ambiente, mais reabilitada e mais inteligente. Mesmo em tempos de renovadas dificuldades, a Autarquia continuará a ser administrada de forma exemplar, mantendo o foco na melhoria da qualidade de vida dos funchalenses e procurando sempre os recursos necessários para promover o bem comum.”