A Câmara Municipal do Funchal vai, a partir deste mês, ouvir os comerciantes do concelho no terreno, de modo a elaborar mais um conjunto de estratégias municipais para mitigar os efeitos da pandemia covid-19 no tecido económico local.

O Presidente Miguel Silva Gouveia explica que esta é mais uma forma de estar ao lado dos comerciantes funchalenses que, fruto da pandemia e consequentes medidas de restrição, “viram as suas receitas diminuírem substancialmente, com a redução do fluxo de clientes, tanto ao nível da população residente como daquela que nos visita”.

Miguel Silva Gouveia considera que é fulcral para a Câmara Municipal do Funchal “estar ao lado dos empresários do concelho e, nesse sentido, vamos colocar uma equipa no terreno para registar os desafios que os empresários enfrentam neste momento, bem como divulgar de uma forma personalizada e adaptada a cada tipo de negócio e situação, os mecanismos de apoio existentes e aos quais podem recorrer.”

O plano municipal passa, assim, após o mapeamento das áreas de intervenção, pelo inquérito presencial aos estabelecimentos comerciais e orientação para as entidades e linhas de apoio, recorrendo a ‘flyers’ informativos e a esclarecimentos de dúvidas por parte de uma equipa do Balcão do Investidor.

“Queremos que o tecido económico local consiga ultrapassar este duro período o melhor e mais rápido possível, tendo a Câmara Municipal do Funchal como um parceiro nesta crise”, sublinha o autarca, lembrando, a título de exemplo, a campanha “Eu Compro Local”, que esteve durante três meses em vigor e que foi um sucesso para os comerciantes, durante esta fase, e que envolveu 170 estabelecimentos comerciais.

O objetivo desta iniciativa que vai agora para o terreno é, após ouvir os comerciantes, fazer um diagnóstico e elaborar medidas do género “Eu Compro Local” com o intuito de dinamizar e estimular os madeirenses para que consumam internamente para ajudar o sector a garantir os postos de trabalho e a assegurar liquidez aos empresários. A primeira fase deste processo irá incidir sobre a Rua dos Tanoeiros e as suas áreas envolventes, e posteriormente irá contemplar outras zonas da Cidade.

Miguel Silva Gouveia conclui que “estamos a trabalhar diariamente para que o Funchal encontre soluções para enfrentar as consequências desta crise de saúde pública, respeitando as medidas de contenção da pandemia e ao mesmo tempo garantindo serenidade ao tecido económico local. Temos apostado numa atitude de proatividade, adaptando a cada momento a nossa ação.”