A Câmara Municipal do Funchal, através do Departamento de Educação e Qualidade de Vida, estabeleceu, durante o processo de confinamento provocado pela pandemia de COVID-19, uma linha telefónica de apoio à população mais idosa, com o intuito de reforçar o contacto com os munícipes que ficaram impossibilitados de frequentar os diversos espaços municipais. Esta iniciativa continua a promover um contacto regular com cerca de 3 mil utentes, fortalecendo o acompanhamento, e reencaminhando diversos pedidos de ajuda para outros serviços camarários e serviços que trabalham em rede com o Município.

Madalena Nunes, Vereadora com o pelouro do Desenvolvimento Social na Autarquia, explica que “o encerramento dos nossos centros de apoio e convívio, devido ao vírus, levou os nossos utentes a terem de ficar confinados nas suas casas, num processo sem preparação prévia e que nos preocupou imenso, pois estas pessoas, devido ao fator idade, apresentam diversos riscos. A nossa linha de apoio nasceu precisamente nesse sentido, porque queríamos evitar que estes idosos fossem assolados pela solidão e pelo medo da doença, e que perdessem as suas rotinas e interações, o que pode ter um efeito extremamente nocivo na sua qualidade de vida.”

O trabalho diário de monitorização desta iniciativa tem sido realizado pelos serviços municipais, nas áreas do serviço social, psicologia e sociologia, garantindo um acompanhamento personalizado aos utentes dos Ginásios da Barreirinha, Santo António, São Martinho, Centro Comunitário do Funchal e Universidade Sénior, e ainda dos programas do Fundo de Investimento Social da Autarquia, com o intuito de perceber como estão a vivenciar esta situação de crise pandémica, e ajudando a resolver problemas concretos como o pagamento da água, da luz, a marcação de consultas no Centro de Saúde, e outros pedidos de ajuda, ao nível da alimentação e da compra de medicamentos.

“Desde março, a Câmara Municipal do Funchal não parou com a sua ação em diferentes áreas, tendo lançado durante a quarentena inúmeras iniciativas no âmbito da salvaguarda económica, ambiental, cultural e social do concelho”, reforça Madalena Nunes, destacando, por fim, que “este foi, e continua a ser, um trabalho determinante com vista à proteção da nossa população mais vulnerável e que muito nos orgulha, numa prova evidente de que, no Funchal, a proximidade é mesmo um dos pilares de desenvolvimento da cidade.”