O Funchal apresenta, a partir de hoje, a sua agenda cultural para resistir à crise. “A Câmara Municipal, através da Divisão de Turismo e Cultura, reinventou toda a sua programação para os meses de abril e maio, em virtude da crise de saúde pública que vivemos, e avança com uma proposta de 40 eventos para os próximos dois meses, que acontecerão no local mais próximo e seguro possível para os funchalenses, e todos os madeirenses que assim se quiserem juntar a nós: a sua casa”, anuncia o Presidente Miguel Silva Gouveia. Até ao final de maio, e sob o mote “A Cultura Que Nos Une”, a Autarquia preparou uma multitude de momentos que serão transmitidos nas redes sociais camarárias, com incidência nas páginas oficiais de facebook e instagram da Câmara Municipal do Funchal, do Teatro Baltazar Dias, dos museus municipais Henrique e Francisco Franco e A Cidade do Açúcar, e ainda da Biblioteca Municipal do Funchal.

O Presidente explica que “o Funchal vai integrar, assim, aquele que tem sido um movimento nacional materializado em plataformas digitais, no sentido de desafiar os artistas a continuarem a desenvolver projetos nas suas respetivas áreas. Desde o início desta pandemia, os museus, cinemas, teatros e monumentos encerraram, deixando a cultura, e os profissionais que dela dependem, quase parada. Mas a cultura é um bem essencial e não pode parar. É por isso que, na procura de alternativas, e num setor em que muitos são trabalhadores independentes, a Câmara Municipal do Funchal preparou um programa com novos conteúdos para abril e maio de 2020, garantindo que todos os trabalhos serão pagos, o que é fundamental para apoiar a sustentabilidade dos nossos artistas.”

O programa contempla uma grande variedade de eventos, a começar por tertúlias, já a partir desta quinta-feira, 9 de abril, para efeitos de estreia. A “Cultura em Contingência” será transmitida em direto através do facebook da CMF, a partir das 18h, e contará com Miguel Silva Gouveia, Rui Camacho, Élvio Camacho, Hélder Folgado e Henrique Amoedo. O ponto alto da programação serão, contudo, os concertos em direto, a decorrerem no facebook e instagram oficiais da Autarquia. O primeiro é já esta sexta-feira, dia 10 de abril, pelas 21h, e contará com Flor, num espetáculo transmitido a partir da Torre dos Paços do Concelho.

“Esta é a particularidade especial que fizemos questão de incluir no programa que vamos oferecer à população. Numa altura em que todos os espaços municipais de interesse cultural estão fechados, entendemos que seria uma experiência ainda mais especial se pudéssemos levar um pouco dos espaços icónicos do Funchal a casa das pessoas, a par da música, e é isso que faremos.” Desta forma, e para além da estreia na Torre, Miro Freitas atuará no dia 17 de abril a partir do Lido, enquanto Tiago Sena Silva honrará a memória do 25 de Abril na véspera, e no jardim interior dos Paços do Concelho. Cristiana Barbosa e Vitor Abreu atuarão, por sua vez, na sala da Assembleia Municipal a 8 de maio e, finalmente, Sofia Ferreira e Pedro Marques encerram este ciclo no dia 22, no incontornável Mercado dos Lavradores.

A programação do Música nos Museus também prosseguirá em direto nas páginas dos museus municipais, onde decorrerão, igualmente, visitas virtuais aos respetivos espólios. O programa para estes dois primeiros meses inclui ainda teatro, documentários e oficinas de dança, de música e de artes plásticas, as quais decorrerão nos canais do Teatro Municipal Baltazar Dias (facebook e instagram), contando com a participação, em direto, de nomes como André Santos, Lidiane Dualibi, Norberto Cruz, António Lima, Mariana Camacho, Miguel Pires, Gonçalo Caboz e Rui e Helena Camacho. Finalmente, a componente literatura será assegurada pelo facebook da Biblioteca Municipal do Funchal, com contos diários, entre outros.

“Os tempos que correm exigem que sejamos cada vez mais criativos e ágeis na procura de novas soluções, mas sempre defendendo valores que para nós são essenciais, como a democratização no acesso à cultura, enquanto bem essencial, e a valorização dos artistas regionais e do nosso património. Acreditamos que tudo isso está vertido nesta programação que oferecemos à comunidade e será um prazer levá-la até casa das pessoas, acalentando tempos difíceis como aqueles que vivemos, com proximidade e partilha da cultura comum que nos une.”